Criei a minha própria religião: KARDESH

A espiritualidade humana viveu, por séculos, presa a um falso dilema: de um lado, a rigidez do dogma e do rito; do outro, a frieza da razão e da ciência. 

Caminhamos acreditando que era preciso escolher entre sentir o sagrado ou compreender o universo. Minha jornada pessoal sempre recusou essa dicotomia. 

Acredito na mecânica evolutiva do espírito, na lógica da reencarnação e na Lei de Causa e Efeito codificadas pelo Espiritismo. 

Mas também reconheço a potência insubstituível do rito, a herança mística de Israel e a figura central de Jesus como arquétipo da moralidade perfeita. Nosso irmão mais velho.

Diante dessa complexidade, de todos os anos de estudo, dos sentimentos completos e desconexos, percebi que não buscava uma religião pronta, mas um sistema de ressonância que preencha algumas lacunas dentro de mim. 

Dessa busca pela integração entre o intelecto e o espírito, nasce o que denomino hoje como meu caminho pessoal: KARDESH. 

O termo é um neologismo que sintetiza dois eixos fundamentais da minha experiência: KARDEC (O Eixo Racional): A compreensão da vida como um processo contínuo. A visão do espírito imortal, da responsabilidade individual e da evolução sem milagres, mas com leis universais. KADOSH (O Eixo Sagrado): A palavra hebraica para "Santo". Representa a conexão ancestral, o respeito à sabedoria bíblica (despida de literalismo), a liturgia do Shabbat e a busca pela transcendência. 

Plantei uma semente chamada KARDESH

https://www.youtube.com/watch?v=kRUb0jqBlp0



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